O novo single dos KOKOROKO nasce da importância de respeitar e aprender com os professores

“Carry Me Home” é o mais recente single dos KOKOROKO, colectivo londrino que se expressa nos campos do jazz e do afrobeat. O tema inspira-se numa conversa que Sheila Maurice-Grey, líder da banda, teve com o artista nigeriano Dele Sosimi, cuja habilidade técnica de construir pontes entre as sonoridades afrobeat do oeste africano e a energia da sua educação em Londres afectou directamente a personalidade artística dos KOKOROKO.

É desta capacidade não só de respeitar mas também de aprender com os grandes professores dentro do género que nasce “Carry Me Home”, “um turbilhão rítmico mergulhado em maravilhosos segmentos de beleza harmónica, criando um som que equilibra simultaneamente as qualidades energéticas de ‘Uman’ ao mesmo tempo que oferece elementos da emoção introspectiva sentida em ‘Abusey Junction’”, pode ler-se em comunicado oficial.

O tema é também dedicado a Julian Samuel Caulker, primo de Maurice-Grey, e a Alexander Bamidele Ighamre, avô do percussionista e membro da banda Onome Edgeworth.

Fundados em 2014, os KOKOROKO são um dos mais relevantes nomes da nova linguagem jazz britânica, tendo alcançado um importante patamar de visibilidade ao participarem na compilação We Out Here (Brownswood Recordings, 2018) com a canção “Abusey Junction”, que soma mais 17 milhões de escutas no Spotify e 37 milhões de visualizações no Youtube. A faixa viria a integrar o EP KOKOROKO (Brownswood Recordings, 2019), de onde podem ser retiradas “Ti-de” e “Uman”, também elas com largos milhares de reproduções nas diversas plataformas. O octeto, que passou pelo FMM Sines no ano passado, tem rodado o mundo com a sua hipnótica e enérgica mistura entre jazz e afrobeat, regada com brilhantismo técnico e improvisação, esgotando espaços como o lendário Roundhouse, em Londres, e encabeçando a primeira edição do We Out Here Fest, festival de Gilles Peterson dedicado às expressões alternativas e com um importante foco no novo jazz.

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