E o balanço final é…

Mais do que positivo. A iniciativa do Bandcamp da passada sexta-feira, em que renunciou durante 24 horas à sua parte nas receitas das músicas compradas como forma de combater o prejuízo causado pela pandemia da COVID-19, colocando a totalidade do valor nas mãos dos músicos, traduziu-se no incremento de 15 vezes o valor normal de compras numa habitual sexta-feira.

“Os números contam uma história marcante”, partilha Ethan Diamond, co-fundador e CEO da empresa. “Numa sexta-feira típica, os fãs compram à volta de 47 mil itens no Bandcamp, mas, nesta última sexta-feira, compraram perto de 800 mil, ou seja 4,3 milhões de dólares [algo como 3,97 milhões de euros] em música e merchandising”, revela. “Nos picos de tráfego, os fãs chegaram a comprar 11 itens por segundo”, conclui. Estes números são o resultado de uma desenfreada corrida por parte do fãs aos produtos dos seus artistas predilectos, como forma de gerarem o máximo de receita sem comissão.

Numa situação normal, o Bandcamp guarda para si uma parte do valor das compras de música digital (15%) e merchandising (10%). No que toca à musical digital a percentagem desce (de 15% para 10%) no momento em que o artista contabiliza 5 mil dólares (algo como 4.640 mil euros) em vendas, mantendo-se nesse patamar na condição desse tecto ser sempre atingido no ano anterior. Estas percentagens não incluem taxas de envio nem de processamento.

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