SDD#11: L’Eclair

Oriundos de Genebra, os L’Eclair articulam a sua linguagem musical nos universos do funk, dub, disco e electrónica, com toques de ambiental e progressivo, aquecendo a precisão gelada do krautrock com ritmos dançáveis. No ano passado, editaram Sauropoda, o terceiro disco, com o carimbo da Beyond Beyond is Beyond, gravado em dois dias de clausura numa casa de férias arrendada nos Alpes. “Aconteceu de forma acidental”, explica o baixista Elie Ghersinu ao PopMatters. “Tínhamos apenas dois dias programados nas montanhas e pensámos em gravar as últimas jams que havíamos desenvolvido ao longo dos concertos do último ano. O momento inspirou-nos de tal forma que acabámos por construir novas jams, novas músicas, e transformámos tudo num álbum”, acrescenta.

Tudo começou quando o guitarrista Stefan Lilov e o teclista Sébastian Bui se mudaram para Londres para alegadamente estudarem inglês. Ao invés disso, os dois músicos passaram a maior parte do tempo a compor e a tocar. No regresso a Genebra, em 2015, completaram a formação com Elie Ghersinu, Yavor Lilov, Quentin Pilet e Alain Sandri (para Sauropoda contam ainda com a participação de DJ Laxxiste, que não integra a formação original). Do reino unido, trouxeram também um conjunto de demos que serviram de fundação a Cruise Control, o primeiro EP, editado em 2017. Seguir-se-ia Polymood, em 2018, um disco gravado num estúdio na Holanda com a tutela técnica de Jasper Geluk, que trabalhou com Jacco Gardner, dos The Mauskovic Dance Band – as duas bandas lançaram em 2019 o single conjunto “Homo Sapiens / Take the Money (Octopus Version)”.

O Suave Despertar Domingueiro de hoje centra-se na performance do colectivo no espaço La Chapelle by Le Studio, em Rennes, França, em contexto do festival Trans Musicales 2019. A actuação tem a chancela da rádio KEXP, que tem sido responsável por apresentações ao vivo de artistas como Boogarins, Kamasi Washington, Altın Gün, Black Pumas e Charles Bradley, citando apenas alguns exemplos.

 

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