No seguimento do artigo publicado ontem sobre o 4DSOUND, o SDD de hoje foca a sua atenção numa actuação da compositora italiana Caterina Barbieri para o Boiler Room, em Helsínquia.

Sediada em Berlim, Barbieri explora os efeitos psicofísicos das operações repetitivas e baseadas em padrões na música, investigando o potencial polifónico e polirrítmico dos sequenciadores para desenhar geometrias acentuadas e complexas no tempo e espaço.

A Actuação acontece em Junho de 2018, no ano a seguir ao lançamento do aplaudido Patterns of Consciousness. Ainda em 2018, a artista foi convidada a trabalhar com o sistema 4DSOUND, instalado no MONOM, em Berlim, uma experiência que relata na primeira pessoa ao blogue da Native Instruments. “Eu sempre me interessei pela exploração do espaço através do som e fascinei-me com a capacidade da música expandir e realçar a percepção de espaço”, começa por refletir. “Quando estava a estudar música electrónica na universidade, por exemplo, interessei- me nas técnicas de espacialização e especialmente nas condições tridimensionais, imersivas e estendidas de audição para o desenvolvimento das nossas capacidades auditivas e de avaliação. Por isso, quando tive oportunidade de trabalhar com o 4DSOUND, a minha ideia foi investigar esses conceitos e especialmente explorar como a espacialização do som, juntamente com o uso intenso de repetições e sínteses, pode melhorar a nossa compreensão auditiva e cognitiva da música”.