EA Wave reimagina Ami Faku em álbum que constrói uma ponte entre o Quénia e a África do Sul

São os principais responsáveis por aquilo que já se pode apelidar de NuNairobi, movimento que visa redefinir o som da capital queniana, mas são igualmente importantes agentes de um ideal de pan-africanismo. Os EA Wave lançaram há dias o álbum EA Wave Reimagines Ami Faku, à boleia do qual reimaginam o trabalho de Ami Faku, artista sul-africana oriunda de Port Elizabeth, na província do Cabo Oriental.

Hiribae, Sichangi, Ukweli, Nu Fvnk e Jinku escolheram cinco canções de Faku e ofereceram-lhe uma nova roupagem, dividida em peças de hip hop, downtempo, trap, algum jazz e muita tradição africana, facilmente descodificada nos ritmos abordados. A unir tudo está a melosa voz da cantora, que transporta as visões dos cinco produtores para o transversal campo da soul.

Ami Faku ficou conhecida depois de participar no programa The Voice SA. No ano passado editou Imali, o seu álbum de estreia que alcançou o lugar cimeiro do top Musica Africa. Soma, além disso, dois singles de ouro, “Ugowami” e “Into Ingawe”, e foi recentemente galardoada com a distinção de Melhor Artista Feminina nos South African Music Awards. Um talento em puro estado de desenvolvimento.

 

 

 

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